Esta edição é uma homenagem ao mês de março e às conquistas femininas no campo da arte e da ficção científica, fantasia e horror em todos os seus formatos como modo privilegiado de construir imaginários. No Brasil a no mundo, a década de 1970 trouxe novos nomes femininos na direção, como Anna Muylaert e Glenda Nicácio. Em Hollywood, a competição é ainda mais acirrada. Neste número, a capa homenageia uma diretora que vem se destacando pelo seu trabalho singular e arrojado, Maggie Gyllenhaal, e a atriz Jessie Buckley, que arrebatou um Oscar este ano por Hamnet. Cecilia Barroso escreve sobre Nosferatu nos trópicos, filme-ensaio de Cristiano Burlan. Patty Fang traz entrevista exclusiva com Gurcius Gewdner sobre Privadas de Suas Vidas, a história de uma mãe que entra em conflito com Gênesis, seu filhe não-binárie.
A seção Contos Extraordinários publica conto de Ana Catarine Mendes da Silva. Na seção de Literatura, autoras como Barbara Creed, abordam a nova onda de cinema feminista de terror, e M.Elizabeth Gynway lança sua pesquisa sobre os mortos vivos no Brasil e no México. A Ficção Seriada também cumpre seu papel como podemos atestar pela Gls tailandesa Runaway, em artigo de Ligia Prezia Lemos, e Vermelho Sangue, da Globoplay, de Clarice Treml. O trabalho pioneiro de FC da autora Ivani Ribeiro é lembrado em ensaio de Lucas Martins Néia sobre a telenovela Os Estranhos, estrelada por Pelé. Embora a participação feminina no cinema e audiovisual não tenha crescido significativamente desde a virada do milênio, oscilando entre 20 a 30 %, o que se percebe é que a qualidade do trabalho, do discurso e da consciência adquirida nestas últimas décadas produzem vigorosas reflexões. Essas questões se refletem até nos roteiros e evidenciam o impacto das equipes técnicas, ou seja, no trabalho das mulheres atrás das câmeras.



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