O livro A mulher do futuro. Filmes, feminismos e distopias brasilerias, de Luiza Lusvarghi, é um ensaio sobre o trabalho das cineastas brasileiras contemporâneas como Clarissa Campolina, Anna Muylaert, Anita Rocha da Silveira, Glenda Nicasio, que abordam temas muito atuais como governos totalitários, racialização, identidade e revolução. Suas obras são analisados sob a perspectiva de conceitos derivados da obra de Tzvetan Todorov (2021), mas também de Barbara Creed, Noell Carrol, Laura Mulvey, Margareth Atwood e de diferentes pesquisadores brasileiros voltados para a análise dessa tendência. Filmes como Sem seu sangue, A Nuvem Rosa, Campo; Cidade, Medusa, Los Silencios, são analisados em sua relação com o cinema de gênero, utopias e distopias, numa autêntica imersão na relação entre feminismo e o gênero fantástico no cinema brasileiro recente. O fantástico e o realismo mágico são os grandes traços dessas narrativas sobre a nação de um país que desde os anos 1950 se debate sobre sua identidade, nosso gigante adormecido, o paìs “ensimesmado” nas palavras de Perry Anderson.
Sobre a autora
Jornalista, crítica de cinema, editora, pesquisadora e colaboradora da Pós-Graduação em Multimeios da Unicamp (Campinas, SP), é integrante do Grupo Genecine (Grupo de Estudos Sobre Gêneros Cinematográficos e Audiovisuais). Participa da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), e dos coletivos Elviras de Críticas de Cinema e + Mulheres do Audiovisual. Formada em Jornalismo pela PUC-SP, com Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado pela UFPE e ECA-USP. Autora de MTV a Emetevê (2007), O Crime como gênero na Ficção Audiovisual da América Latina (2018) e coorganizadora e autora das coletânea Mulheres Atrás das Câmeras. Cronologia das Cineastas Brasileiras de 1930 a 2019 (2018), finalista do Jabuti em 2020, e de O Brasil Phantástiko no Cinema (2024). É editora da Revista Phantastika. @luiza.lusvarghi



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